Índios povoam o “novo mundo” digital

Por Danilo Almeida

“A rede índios online hoje vai além das aldeias. Ela está nos labolatórios das universidades, em lan houses e nas residências. O índio online é aquele índio que se beneficia da internet para ajudar seu povo.” (Alex Makuxi, gestor do portal Índios Online em Roraima)

Crédito: Sebastian Gerlic

Em abril de 2008, uma série de conflitos torna conhecida internacionalmente uma área de 1,7 milhão de hectares situada no extremo norte brasileiro. A Operação Upakaton III, da Polícia Federal (PF) tinha como objetivo retirar da reserva indígena Raposa Serra do Sol pequenos comerciantes e grandes rizicultores que lá habitavam desde a década de 1970. Upakaton no idioma makuxi significa “terra nossa”.

Região de planícies contínuas, situada entre as fronteiras de Roraima com Venezuela e Guiana, as terras da reserva possuem cerca de 25 mil índios pertencentes às etnias makuxi, ingarakó, aurepang, patamona e wapixana. A título de comparação, o estado tem pouco mais de 52 mil habitantes indígenas. A demarcação da área fora homologada no dia 15 abril de 2005 pelo, na época, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, os não-índios resistiam à força e pela frente judicial, que também envolveu o governo roraimense, sendo que todas as batalhas travadas na justiça foram vencidas pela União.

O cenário se deteriorava com o aumento dos conflitos entre fazendeiros e índios tornara-se parte do cotidiano local e foi exposto nacionalmente naquele ano. No dia 5 de maio de 2008, a matéria do jornalista Leonel Rocha, do jornal Correio Braziliense, trazia um título que resumia o clima na região: “Roraima: um estado em pé de guerra”. Poucos dias antes, dez índios foram baleados enquanto montavam acampanhamento em uma propriedade arrozeira pertencente a Paulo César Quartiero, então prefeito da pequena Pacaraíma, cidade com pouco mais de 15 mil habitantes situada a 186,5 Km da capital do estado, Boa Vista. Quartiero fora preso pela segunda vez em pouco mais de 30 dias. A primeira ocorreu quando o fazendeiro interditou estradas da região, informava o jornal. Leia mais

De ônibus em ônibus para o sucesso

Faz algumas semanas, mas acho que é um acontecimento interessante para contar. Não meu, mas do personagem desta história.

Quem anda de ônibus já está acostumado a vendedores e artistas de rua “ganhando a vida” nos coletivos. Era um domingo. Na parada da Feira dos Goianos, na avenida Hélio Prates, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal, entra um jovem, por volta dos 15 anos. Ele carregava um violão e um amplificador de som. Dava até para pensar: “que tanto ‘trambolho’ é esse que ele carrega?”

O garoto, que se apresentou à “plateia”, que estava no ônibus, como Marcinho, deixava transparecer alegria e espontaneidade com piadas e músicas. O tipo preferido do artista: sertanejo. Talvez neste dia ele estivesse mais radiante. Tinha no rosto uma satisfação nítida. Comunicativo, já conhecia até o cobrador. Antes de cantar tirou da mochila uma reportagem do jornal daquele dia para mostrar ao cobrador, velho colega de viajens.

E na foto do jornal lá estava ele, o garoto. A reportagem falava um pouco de sua história.

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Uma homenagem a Chico Anysio

Um monólogo que mostra a genialidade do velho mestre do humor…

Nascido em 1931, o humorista Chico Anysio faleceu nesta sexta-feira, 23 de março, por problemas respiratórios. O vídeo acima mostra a genialidade do mestre!

Dia Mundial da Síndrome de Down é comemorado no Congresso

images (1)Comemorado internacionalmente há seis anos, o dia 21 de março é dedicado às pessoas com síndrome de Down, deficiência que decorre da alteração no 21º par de cromossomos do código genético e gera dificuldades cognitivas. A data foi incluída no calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado.

Senadores, deputados, ministros de Estado e entidades ligadas à prestação de assistência a portadores da deficiência se reuniram na sede do Congresso Nacional, em Brasília, para homenagear personalidades e brasileiros com a síndrome que se destacaram em suas áreas de atuação.

O hino nacional, tocado por Eduardo Gontijo, o Dudu do Cavaco, logo na abertura da cerimônia mostrou a força e a capacidade de superação das pessoas com Down.

Já o estudante Kalil Tavares, um dos homenageados, que recentemente foi aprovado no vestibular para Geografia na Universidade Federal de Goiás, reitera que não há barreiras para quem possui determinação. “Pretendo ser professor de geografia”, planeja. Ao todo 18 brasileiros com síndrome de Down estão matriculados em universidades federais.

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Amanhã já é ano novo!

Ano novo, vida nova! Será? Para mim a vida é uma só. Somos nós que temos a chance de encontrar novos caminhos e desenhá-la com outras cores… Que tal um 2012 todo azul?

Hoje recebi ligações, e-mails com mensagens, recados de pessoas especiais em minha vida. E esse texto é inspirado nelas. São estes pequenos gestos que nos permitem perceber o que construímos de mais importante. Como o Leoni diz na música Fotografia, o que realmente fica são os laços invisíveis que existem. São laços de amizade, familiares, religiosos, de amores, de “vida pulsante”.

Podemos chamar de riquezas, mas não uma riqueza material. Seria o nosso “patrimônio humano”, que construímos ao longo dos 365 dias de cada ano. Pode fazer as contas, a cada ano você aumenta este patrimônio: faz novos amigos, preserva as verdadeiras e importantes amizades, conhece mais do mundo, de sua família, de si mesmo. Isso é sustentado por aqueles minutos que você dedica ao bom dia, à boa conversa com seus amigos, às mensagens, cartas (e-mails), ligações. São gestos importantes, assim como colocar cada tijolo de uma construção.

Quero ser breve e dizer que desejo a você um super ano novo com todas as vitórias que lhe esperam com a virada na folha do calendário. Para encerrar, vale um genial texto de Carlos Drummond de Andrade:

”Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente.”

Para viver um grande amor

Um dos textos que mais gosto do Vinicius de Moraes… 

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher… — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o “velho amigo”, que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Leia mais

Pontos de Mídia Livre: um capítulo na luta pela democratização da comunicação

Em 2009 e 2010, o Ministério da Cultura (MinC) lançou o Edital Pontos de Mídia Livre cujo objetivo foi reconhecer, incentivar e “fomentar” iniciativas de mídia independentes dos grandes veículos de comunicação. Por meio dele, 147 dos mais de 600 inscritos nas duas edições do Prêmio Pontos de Mídia Livre receberam repasse financeiro para aplicar na melhoria e manutenção da atividade midiática. Além dos já tradicionais impressos, rádios comunitárias e sites, aqueles que utilizam novas aplicações no âmbito de comunicação comunitária receberam um repasse financeiro como incentivo para melhorar suas atividades.

O conceito de mídia livre origina-se do Fórum de Mídia Livre, grupo que reúne artistas, jornalistas, publicitários, sindicalistas, acadêmicos, blogueiros, enfim diversas correntes ideológicas, mas com um pensamento em comum: o cidadão passa a ser um “fazedor de mídia”. Em outras palavras, ele não depende mais dos veículos tradicionais para ter e produzir informação. Ora, como se deu a construção do Prêmio Pontos de Mídia Livre como política pública de fomento à comunicação?

Com o objetivo de registrar este momento da história da comunicação alternativa brasileira, escrevi o livro Pontos de Mídia Livre – um capítulo na luta pela democratização da comunicação. Baixe, leia, comente, critique.

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Curiosidades sobre redes sociais

Abaixo segue um vídeo com estatísticas interessantes sobre as redes sociais no mundo. Dentre elas a de que 1 em cada 5 casais se conheceram pela internet; se o Facebook fosse um país, ele seria o terceiro maior; Lady Gaga, Britney Spears e Justin Bieber têm mais seguidores no Twitter do que a população inteira da Suécia, Israel, Grécia, Chile, Coréia do Norte e Austrália, por exemplo. A informação foi extraída do Portal comunicadores.info

Deus Existe – Comercial da Macedônia (Albert Einstein) LEGENDADO

Muito bom esse vídeo. Vale à pena clicar em play!!!

Contagem regressiva

O fim de uma jornada e o início de uma carreira para os estudantes do último período de Comunicação Social da Faculdade Anhanguera de Brasília estão cada vez mais próximos, aliás estão com data e hora marcada. Para uns, mais cedo, essa transição acontece hoje. Boa sorte a todos!!!

Ainda me lembro como se fosse ontem. Era 11 de fevereiro de 2008. Lá estava eu, com meus 17 anos e ainda um menino que havia há pouco tempo saído do ensino médio. Não tinha ideia do que era de fato jornalismo, ser jornalista, da responsabilidade e nem do que essa profissão se tornaria para mim. Lembro do primeiro professor que vi no curso: Pedro Paulo Rezende, mas preferia ser chamado de Pepê. Um jornalista com mais de três décadas de profissão que, sem dúvida, marcou e de certa forma influenciou minha carreira acadêmica. Sempre falava da profissão com o entusiasmo de poucos e cobrava muito também. Outra figura marcante conheci ainda na mesma semana, uma professora que se tornou uma grande amiga querida, Rosana Sorbille.

Nos primeiros meses tudo era novidade e até me assustava um pouco. A capital da República Federativa do Brasil, com mais de dois milhões de habitantes era muito diferente de onde eu tinha passado os sete anos anteriores. Foram poucas e boas nesse tempo todo que tem cada dia registrado em minha memória. Leia mais

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